Minha casa sempre viveu cheia de pessoas, e muito movimentada. Até que um dia eu mudei de casa. Mesmo sendo de pessoas que eu conhecia, ela não me parecia agradável. E então mudei de casa novamente, e casa que moro até hoje, nela eu aprendi e aprendo muita coisa. Mas eu encontrei uma casa, diferente dessa que eu moro. Uma casa que as portas são imaginárias, as janelas se abrem e se fecham com o poder da mente. Lá o jardim está sempre verde. E a chaminé sempre acesa.
A primeira vez que a vi eu me encantei com a entrada cheia de flores, e o caminho perfeito que levava a um hall com uma porta enorme, daquelas pesadas, de madeira maciça, e uma janela, mas eu não conseguia ver muito bem através dela, havia uma nuvem sobre ela. Mas o tempo foi passando, e todos os dias eu passava na porta daquela casa e cada vez mais eu podia enxergar melhor através da janela.
Até que um dia no caminho a minha nova casa, eu pensei em como seria ver o seu interior, então eu a imaginei com as janelas abertas, e a porta se abrindo no momento em que eu entrasse, como se fossem braços dizendo boas-vindas. Naquele momento eu virava a esquina, e a encontrei, da maneira que eu imaginará. Corri, corri e eu a senti viva quando entrei por aquela enorme porta.
Minha nova casa era... Linda. Magnífica. Como num cenário de filme francês, havia o lugar do chá das cinco. Uma cozinha completa, lustres de tirar o fôlego, e aquelas cores pasteis por toda parte que davam um contraste perfeito com a luz do sol que entrava por pela janela e minha enorme porta.
Foi ai que eu descobri que a minha casa no meu mundo real era você com seus braços abertos me esperando em frente a casa dos meus sonhos...
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
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